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Sapos do Ano

Evento independente que visa premiar os melhores blogues da nossa praça (não ligado a qualquer plataforma/empresa ou entidade)

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12.10.18

Finalistas 2017 - Não é que não houvesse

Hoje estivemos à conversa com autor do blogue Não é que não houvesse, na primeira pessoa, que defende que os valores são para se manter e que não cede um milímetro desses valores em troca de visualizações e/ou publicidade. Foi uma conversa sincera e convidamos todos a lerem:

 

Fala-me do teu blogue.

O "Não é que não Houvesse" é um blogue para fracassar. Reflecte uma opinião muito própria que vai, muitas vezes, contra aquilo que é defendido em muitos meios. Tenta ver as coisas como um todo, tenta não ceder ao número de visitas, até porque quem está por detrás sabe perfeitamente como criar os conteúdos que levarão a um aumento das mesmas - sabe como chegar também à publicidade que o pode catapultar. É genérico e baseia-se sobretudo nas qualidades de quem lê e não de quem escreve. É um espaço bastante aberto, até já me dei ao luxo de publicar algo que me enviaram por correio electrónico, identifiquei inclusive a fonte (que assim o pediu) e nem uma palavra ou comentário por parte da mesma aquando e após a publicação. 

É também um espaço diferente, com os pés no chão quando tem de ser e com espaço para voar... É um espaço em que a vida é mesmo como ela é e que, acima de tudo, não procura ensinar nada a ninguém, muitas vezes, pelo contrário, pois é mais aquilo que recebo do que aquilo que dou - continuo a dizer que no meio de tudo isto, não sou eu o centro da questão, mas sim todos aqueles que me acompanham, não sou eu que garanto um eventual sucesso, mas sim quem me segue, lê, comenta e me aborda por email. É um espaço vivo e não há um dia em que se escreva somente porque sim... Não há rascunhos, ou quando os há é para maturação antes da publicação. Mesmo assim, sinto que ainda há muito para melhorar e muitos temas para abordar...

 

Que tipo de pessoa te tens sentido desde que escreves?

Honestamente? Não me sinto diferente. É claro que sinto alguma responsabilidade, existem pessoas que me seguem, outras que me subscrevem (e essas nem sei quem são), para o mal ou para bem devo-lhes algo, não numa óptica de simplesmente criar conteúdos, mas de continuar a perpetuar o que presidiu à génese e aos valores deste espaço. Acredito que enquanto não me sentir "blogger" estou bem comigo e com todos eles... Até porque o jeito que tenho para isso é pouco.

 

Como tem sido a interação com outros bloggers? Ou é algo que ainda precisas de fazer crescer com o teu blogue?

Tem sido pouco, honestamente. Não crio expectativas, até porque não faltam casos de espaços com muitos seguidores e que de repente desaparecem. Apesar de todo o respeito que tenho por quem me segue, sempre assumi e assumo que a minha prioridade está fora do "virtual". Claro que o fora do "virtual" pode incluir quem me lê, por exemplo, não é impossível. Também já tive situações em que perdi assíduos seguidores por ter mantido a minha posição e por não ter cedido ao politicamente correcto - em alguns casos com consequências. Penso que, e esta minha abordagem pode ser um pouco polémica, mas não me posso preocupar muito com isso, não devo. No dia em que isso acontecer, já não é o Robinson que está a escrever... Talvez a verdadeira interacção ocorra quando este espaço um dia fechar...

Crescer? Não sei se quero crescer com este espaço. As coisas acontecem naturalmente... Crescer demasiado rápido não é crescer, é sobreviver. Não nego que gosto de ter leitores, mas basta existir um e já valeu todo o esforço. Basta esse leitor para que, pelo menos, algo de nós já tenha chegado também à vida de alguém e se existir retorno, perfeito! Também eu recebo algo de outrem!

 

Que vantagens vês em participar no Sapos do Ano e o que esperas da edição deste ano?

O que vejo no "Sapos do Ano"? Um trabalho, e não me levem a mal, que não deveria estar a ser feito por vós mas por outrem... Não preciso de me alongar. Há por aí espaços fantásticos e completamente desconhecidos... Também por aqui se vive uma crise de meritocracia, embora reconheça que, neste pouco tempo que cá ando, a qualidade tem vindo a baixar. Espero que surjam novos espaços, que aqueles que estiveram por aí o ano passado possam dar lugar a outros, contra mim falo - o foco nos do costume cria hábito, retira qualidade e esconde o que há de bom. Agradeço também o facto de como a Magda lidou com a minha crítica/sugestão, bem melhor do que muitos que nada tinham a ver com a iniciativa - foi dura, em alguns casos, mas construtiva. 

Fiquem connosco!

Não se esqueçam de nomear os vossos blogues favoritos para os Sapos do Ano 2018

 

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