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Sapos do Ano

Evento independente que visa premiar os melhores blogues da nossa praça (não ligado a qualquer plataforma/empresa ou entidade)

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08.11.19

Finalistas 2019 - Sarin - nem lixívia nem limonada

Hoje conversámos com uma das finalistas do Sapos do Ano, na categoria de Opinião, a Sarin. Ela é autora do blog Sarin - nem lixívia nem limonada.

  1. Conta-nos como foi o nascimento do teu blog? O Sarin - nem lixívia nem limonada nasceu por geração espontânea. A sério. Andava eu feliz e contente a passear pela rede, mais concretamente nos arames dos comentários político, social e desportivo, quando dou de caras comigo mesma. Só que não era eu, antes uma cópia que usava o mesmo nome e imagem, e que me tentava (tentava) copiar o estilo com ideias diametralmente opostas. Percebi que tinha de reagir, e pareceu-me que registar um blogue seria como ter uma espécie de cartão de cidadão que atestasse a minha identidade na rede. E claro que teria de ser no Sapo, a minha página inicial desde que nasceu. Registei um blogue e atirei para lá o meu laço, 11 meses do ano cor-de-rosa pelo cancro da mamã e do útero, em Abril azul pela violência na infância e juventude – é por isso que sei que foi em Abril que foi registado, o laço azul como primeira nota da mesma imagem e do mesmo nome que há anos eram meus nas muitas plataformas. Fui escrevendo outras notas sem grandes preocupações de forma e conteúdo, o coiso uma verdadeira sebenta, mas digital. Até que recebi os primeiros comentários e, espantadíssima, percebi que andavam a ler os rabiscos que me marginavam as ideias… a ler e a achar tais notas dignas de comentário. Mulher, tens gente a passear por ali! Ganha vergonha e cuida do burgo! ordenei-me. E foi assim. Desde então tenho vindo a expandir as ruas com muita atenção ao ordenamento do território. Um dia, a Gaffe apanhou-lhe o conceito e decorou o burgo como achava que ele era. Tinha razão. E fica sempre mais bonito quando quem visita ajuda a escrever os postais que por ali lanço e se me colam nas paredes. Gosto de debate, de humor, de vida lá no burgo.
  2. Como tem sido a interacção com outros bloggers? Tenho espírito de gata vadia, daquelas que entravam nos navios ao sentirem a movimentação das primeiras cargas… gosto de navegar por aí, umas vezes com rumo outras vezes na maré. Visito muitos blogues, comento quase sempre – dou muito valor à comunicação bilateral. Não sou apreciadora de desafios em forma de estafeta, geralmente as perguntas são pessoais e não acho que eu seja muito interessante como tema. Mas gosto, gostei dos poucos desafios temáticos a que aderi, dão-me a conhecer outras perspectivas e novos horizontes em forma de blogues. Por isso gostar tanto dos Sapos do Ano. E gosto do espírito de comunidade que aqui vivemos, completamente distinta de outras redes sociais – espero que nunca nos coloquem opções que nos reduzam a meros cliques no cursor. Criei bons laços por aqui e espero continuar a criar. Há laços que serão naturalmente mais estreitos e há cordas que nunca serão laços. Mas tenho sempre alguma para dar – se rumo ao laço, à ponta solta ou ao nó corredio se verá depois.
  3. O que achas que leva as pessoas a gostarem do teu blog e a seguirem-te? Suponho que gostem da minha abordagem aos temas, as acções importando-me muito mais do que os actores, e suspeito que apreciem os temas que abordo, a cidadania sob muitos e diversos prismas, mas sempre como ponto de equilíbrio do indivíduo. Isso, e nem sempre focar as imagens que atraem, antes um pixel esbatido ou um borrão em segundo plano. Talvez apreciem o factor surpresa e a ausência de rotinas, achando engraçada a mistura de opiniões políticas com bailado e indignações com o mau português, as rubricas sem dia certo para surgirem. Mas espero secretamente que me visitem também por comungarem o carinho que tenho pelas palavras. E desejo que o enunciado corresponda aos reais motivos, pois não creio ter algo mais para dar. Nem sequer rebuçados.
  4. Consideras que o teu blog está bem categorizado nos Sapos do Ano? Se o meu burgo é um blogue e se um blogue tem uma categoria, então sem dúvida que o Sarin – nem lixívia nem limonada é um blogue de opinião. Embora por vezes lance postais que são apenas isso, postais, recordações de um momento ou talvez o momento em si. Mas é mesmo um blogue de opinião – e não apenas da minha mas também de quem visita e escreve a sua.
  5. Quem levarias contigo para a ilha de Adão e Eva? Caim. Sei que é o mauzão da história, mas o Abel… cada vez que a mãe lhe acode, quem te fez mal, meu filho? lá está ele de orelha murcha Caim, Caim, Caim… não há pachorra! Outros haveria que seriam mais interessantes, mas não sei quanto tempo terei de estar na ilha e se por acaso jogarmos à sueca melhor será que o Adão e a Eva já conheçam o meu par. De qualquer maneira, o Mark Ruffalo prefere a bisca, o Rui Costa só joga futebol e o Baryshnikov não pode apanhar sol excepto à meia-noite. Também pensei no homem, mas para estar bem a dois preciso de algum espaço para estar bem comigo e é preferível não arriscar, não calhe a ilha ser pequena e ele reencarnar melga.

E ainda nos deixou mais umas palavras:

A sério? Depois de tudo o que escrevi ali para cima?

Podia apelar ao voto. Mas se me estão a ler não será por desinteresse, portanto acredito que votarão, embora não necessariamente no Sarin. O importante não é ganhar, nem sequer ser finalista ou nomeada. O importante é lermo-nos. É escrevermo-nos.

Assim, aproveito para vos agradecer. O lerem-me, o darem-se a ler, o estarmos aqui.

 

Podem votar nesta final aqui

17.10.19

À conversa com os finalistas de 2018 - Sarin - nem lixívia nem limonada

Antes de entrarmos nos nomeados de cada categoria, temos connosco a Sara, autora do blogue Sarin - nem lixívia nem limonada, que diz ter dificuldade em escrever sobre o Sapos do Ano (o que concordamos, visto ser do caraças!). E agradecemos, como a todos, pela participação e por tornarem tudo isto realidade, ano após ano.

O que estão à espera?

 

Não é fácil ser finalista dos Sapos do Ano.

A campanha, os debates com a concorrência, os compassos de espera, a cerimónia de entrega e as roupas e as limusines e a ansiedade e os holofotes… tudo isso é fácil. E eu gosto. Gostaria mesmo sem tal aparato; ou talvez gostasse ainda mais, porque o que ficaria seria o gosto de saber que o que escrevo e como escrevo é apreciado pelos meus pares. Sim, esta parte é boa e vivê-la é fácil.

Mas no ano seguinte torna-se difícil porque somos convidados a fazer um texto. Ao que, claro, não nos podemos furtar. Fazer um texto sobre os Sapos do Ano e sobre o nosso blogue. E descobrimos que a dificuldade não é uma, mas duas.

Primeira dificuldade: Escrever sobre os Sapos do Ano.

O que há para dizer que ainda não tenha sido dito escrito sentido? Por outros, pelos próprios, por mim? E como dizê-lo de forma original, digna do evento e, como ele, envolvente? Agradecer o trabalho da Magda e do David é muito pouco, dizer ser enriquecedor navegar pela comunidade é insuficiente…

Segunda dificuldade: Escrever sobre os Sapos do Ano.

É como fazer resumos de livros: qualquer um os faz. Melhores ou piores, há resumos para crianças e resumos para totós e resumos para estudantes (estudantes?) e resumos porque sim, há resumos para todos os gostos e o problema não é a quantidade nem a qualidade do resumo. O problema é o resumo não ser o livro!

Posso dizer-vos como é bom participar e como é difícil votar nos Sapos do Ano, mas só perceberão mergulhando neste lago imenso. Venham daí! E boas descobertas!

Ah, sim, parece que tenho de falar do meu blogue… Não vai ser possível. O meu blogue não é blogue de que se fale, é blogue onde se fala. Da humanidade, da cidadania, da sociedade, da língua que falamos, do que apetecer. E de ideias, das minhas e das de quem visita e por lá fica na conversa. Aliás, nem é bem blogue, nasceu ao engano e é assim como que um burgo com ruas que ramificam por obra de quem está e graça de quem aparece. O melhor será visitar e tentar perceber.

24.09.19

Finalistas 2018 - Generalista

Enquanto estamos na fase de nomeações para Os Sapos do ano 2019, convidamos-vos a visitar os finalistas de 2018,  na categoria Generalista:

Maria das palavras  

Starting today

Desabafos da Mula

Sarin - nem lixívia nem limonada

A rapariga do autocarro

Aproveitamos para solicitar aos autores destes blogs que nos contactem por email, por favor.

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